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Excesso de barulho estressa e pode levar a surdez
A poluição sonora nas metrópoles piora a cada dia, principalmente por falta de fiscalização das autoridades. O trânsito é o grande vilão. Além do excesso de veículos nas ruas, sirenes de ambulâncias, ônibus, carros e motos com escapamento furado, alterações no silencioso ou no cano de descarga, problemas no motor e os maus hábitos ao dirigir - acelerações e freadas bruscas e o uso de buzina em excesso -, agravam o barulho. Sem falar nos carros com alto-falante e outros do gênero.
Além de incômodo, o barulho afeta a saúde física e psicológica das pessoas, gerando estresse, ansiedade e aumento da pressão sanguínea. Quando o ruído é intenso e prolongado, pode causar alterações irreversíveis, como a perda da audição. E o que cada vez mais se constata é que, por conta do aumento da poluição sonora, a perda auditiva começa a surgir mais cedo entre moradores de grandes cidades.
O limite máximo de decibéis permitido é de 55 durante o dia e 50 à noite. No entanto, medições já realizadas mostram índices bem mais altos. Na esquina da Avenida Paulista com Rua da Consolação, movimentado ponto da capital paulista, a medição registrou até 96 decibéis (dB); na Rua 25 de março – trecho de tradicional comércio de rua -, a intensidade alcançou 105 decibéis. Segundo especialistas, uma exposição por quatro horas diárias nesse nível é suficiente para afetar a audição. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os ruídos são a terceira principal causa de poluição mundial.
Algumas medidas podem facilitar a redução do nível de ruído, entre elas melhorar a qualidade dos motores dos carros. Uma fiscalização séria sobre os ônibus, motos, carros e caminhões que trafegam pelas ruas e avenidas da capital também ajudaria.
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